Capítulo
14
Vendo as estrelas
O baile estava acabando. Jec e Laura foram embora logo que o diretor Stiler fez seu discurso parabenizando a escola.
—
Posso lhe levar para um lugar que conheço? — perguntou Ryan à Moly às sós.
—
Para onde quer me levar? Para sua casa? Não acha que está indo rápido demais
não? — perguntou Moly séria.
—
Não, não. Não vou leva-la para a minha casa, vou leva-la para um lugar
magnífico, aposto que vai gostar, confie em mim. — disse Ryan.
—
Hum... não sei não.
—
Vamos! Depois lhe levarei para a casa de Sophia com o meu carro. — falou Ryan
insistindo.
—
Está certo, eu vou, já que não é para sua casa. — disse Moly.
Ryan
tinha uns vinte anos, estava de terno azul, ele era o homem que toda mulher
desejava, cabelos castanhos, olhos azuis e um corpo em forma sem muito esforço.
Ryan
tinha deixado o seu carro do lado de fora do salão, então os dois desceram a
escada que tinha para chegar ao salão. Ryan destravou o carro de longe que
ficou piscando.
Foi
até a porta do outro lado e a abriu para que Moly pudesse entrar e depois
entrou no carro também.
O
carro começou a funcionar, Moly ainda estava em estado de choque, sentia algo
de diferente nele que ela própria não queria aceitar. Moly ainda não sabia qual
era a sua especialidade de donista.
Ryan
parou o carro em frente à floresta do mundo do dom, só existia aquela floresta
naquele lugar e era uma floresta enorme. Moly não esperou que Ryan fosse abrir
a porta e abriu rapidamente. Os dois saíram do carro e Ryan travou-o.
—
Venha comigo. — falou Ryan entrando na floresta.
A
cada galho que passava pelo rosto de Moly, mais ela sentia medo daquele lugar,
bem poderia ser porque estivesse à noite, mas aquele lugar era um pouco
assustador e o coração de Moly não parava de bater mais e mais a cada segundo.
—
Não tenha medo, venho comigo. — falou Ryan sem parar de caminhar.
A
floresta estava um pouco clara, era dia de lua cheia.
—
A lua está bela hoje não está? — perguntou Ryan.
—
Sim, está. — falou Moly com medo de sua voz não sair de tanto nervoso que
estava.
Caminharam
mais um pouco e chegaram em uma parte da floresta que não tinha árvores, a luz
da lua clareava tudo e tinha um pouco à frente um lago.
—
Chegamos, venha. — falou Ryan se deitando na grama verde que tinha naquele
espaço.
Moly
deitou ao seu lado direito e ficou abraçada com ele, com aa mão em cima de sua
barriga por um momento, depois ficou de barriga para cima.
—
É uma imagem magnífica não é mesmo? — perguntou Ryan olhando para as estrelas.
—
É. — falou Moly com o coração acalmado.
—
Sabe? Eu fico vendo as estrelas aqui quase todos os dias de lua cheia. — falou
Ryan.
—
As estrelas são lindas. Sabia que elas fazem vários desenhos no céu? —
perguntou Moly olhando nos olhos azuis de Ryan.
—
É mesmo, eu também já prestei atenção nisso — falou Ryan. — Aquela parece ser
um elefante, não parece? — perguntou Ryan apontando para um grupo de estrelas
no céu.
—
Parece que sim. — respondeu Moly.
—
Antes de pedir para você dançar no baile comigo eu fiquei lhe observando por
alguns instantes de longe. — falou Ryan.
—
Para quê? — perguntou Moly olhando para as estrelas.
—
Até eu não sei, quando eu ia entrando me deu vontade de ficar te olhando de
longe. — falou Ryan olhando para Moly.
Os
dois estavam deitados na grama grudadinhos.
—
Sinto algo de diferente quando lhe vejo, quando chego perto de você, por que
você ontem passou a aula todinha me olhando? — perguntou Moly.
—
Você quer saber mesmo por quê? — perguntou Ryan franzindo a testa.
—
Quero saber sim. — respondeu Moly.
—
Porque eu queria fazer isso... — falou Ryan colocando a mão por de baixo da
cabeça de Moly.
Ryan
encostou levemente seus lábios frios nos lábios de Moly e se beijaram, o calor
do corpo de Ryan estava ficando com a mesma temperatura do corpo de Moly, ele
suspirava a cada segundo e o ar batia no nariz de Moly fazendo-a suspirar de
amor. Moly estava amando aquele beijo, estava amando o corpo dele colado no
seu. Por impulso ela tirou a camisa dele e viu o seu tórax perfeito, os
músculos de sua barriga a fazia enlouquecer. Ryan abraçou Moly cada vez mais e
o seu corpo desnudo brilhava à luz do luar. Moly queria mais, não queria só
sentir o seu corpo quente, mas já era o bastante, isso já tinha chegado longe
demais, não tinha conseguido se controlar. Moly o empurrou rapidamente.
— Não bastava você me dizer só o que queria fazer?! —
falou Moly irritada, se levantou do chão e cuspiu na grama. — Não precisava praticar!
— falou Moly, não sabia como teve coragem de falar tudo aquilo a ele.
Moly começou a caminhar pelo caminho que tinha vindo
e Ryan começou a caminhar atrás dela.
— Por favor, não vá embora, por favor. — falou Ryan
vestindo a camisa. A mais ou menos um metro de distância de Moly.
— Você não tinha o direito de me beijar! Você não
tinha! — falou Moly mais irritada ainda.
— Foi por impulso, só isso, pare um pouco, vamos
conversar. — pediu Ryan, mas Moly não parou de andar.
Quando saíram da floresta foram em direção ao carro.
— Vai me levar em casa? — perguntou Moly irritada.
— Levo sim. — respondeu Ryan destravando o alarme do
carro.
— Por favor, não fale comigo. — pediu Moly gentilmente.
— Desculpa Moly, mas... eu sinto alguma coisa por
você. — falou Ryan quando viu que Moly havia se acalmado mais um pouco.
No pescoço de Ryan tinha alguma coisa por trás do
terno.
— O que tem no pescoço? — perguntou Moly curiosa.
— Um medalhão, dentro tem a minha foto quando eu era
mais novo. — falou Ryan puxando o medalhão para fora do terno.
— Pode tirar do pescoço para eu vê-lo? — perguntou
Moly.
— Me desculpe, mas eu não posso deixar você ver. —
falou Ryan.
— Certo. — disse Moly.
— Desde quando eu lhe vi no recreio que eu sinto
algo por você. — falou Ryan olhando Moly por instantes.
— Eu também sinto algo por você. — desabafou Moly. —
Eu amo você.
— Eu também te amo, mas não fale a ninguém que lhe
falei isso, ninguém pode saber. — falou Ryan.
Ryan parou o carro bem à frente da casa de Sophia.
— Tchau, até amanhã na aula. — falou Moly antes de
sair do carro.
Ryan saiu e quando ela virou para a porta da casa de
Ryan, Flity e Sophia estavam em pé a esperando.
— Como foi a noite? — perguntou Sophia.
— Foi boa.
— Vocês estavam namorando? — perguntou Flity
sorridente.
— Claro que não, só estávamos vendo as estrelas. —
respondeu. — Vamos dormir? Estou morrendo de sono. — falou Moly bocejando e
entrando na casa de Sophia.
Todas entraram e foram dormir. Moly sabia que estava
completamente e irresistivelmente apaixonada por Ryan, mas sabia que ter o amor
dele iria ser muito complicado, quanto mais para ela que queria acabar com o
seu mundo e se isso acontecesse ele iria ser destruído também. Moly não sabia
quem era ele, não sabia o que tinha de tão precioso naquele medalhão para ele
não deixa-la ver nem o tocar.
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