domingo, 18 de dezembro de 2011

Capítulo 14 - Vendo as estrelas


Capítulo
14
Vendo as estrelas

baile estava acabando. Jec e Laura foram embora logo que o diretor Stiler fez seu discurso parabenizando a escola.
— Posso lhe levar para um lugar que conheço? — perguntou Ryan à Moly às sós.
— Para onde quer me levar? Para sua casa? Não acha que está indo rápido demais não? — perguntou Moly séria.
— Não, não. Não vou leva-la para a minha casa, vou leva-la para um lugar magnífico, aposto que vai gostar, confie em mim. — disse Ryan.
— Hum... não sei não.
— Vamos! Depois lhe levarei para a casa de Sophia com o meu carro. — falou Ryan insistindo.
— Está certo, eu vou, já que não é para sua casa. — disse Moly.
Ryan tinha uns vinte anos, estava de terno azul, ele era o homem que toda mulher desejava, cabelos castanhos, olhos azuis e um corpo em forma sem muito esforço.
Ryan tinha deixado o seu carro do lado de fora do salão, então os dois desceram a escada que tinha para chegar ao salão. Ryan destravou o carro de longe que ficou piscando.
Foi até a porta do outro lado e a abriu para que Moly pudesse entrar e depois entrou no carro também.
O carro começou a funcionar, Moly ainda estava em estado de choque, sentia algo de diferente nele que ela própria não queria aceitar. Moly ainda não sabia qual era a sua especialidade de donista.
Ryan parou o carro em frente à floresta do mundo do dom, só existia aquela floresta naquele lugar e era uma floresta enorme. Moly não esperou que Ryan fosse abrir a porta e abriu rapidamente. Os dois saíram do carro e Ryan travou-o.
— Venha comigo. — falou Ryan entrando na floresta.
A cada galho que passava pelo rosto de Moly, mais ela sentia medo daquele lugar, bem poderia ser porque estivesse à noite, mas aquele lugar era um pouco assustador e o coração de Moly não parava de bater mais e mais a cada segundo.
— Não tenha medo, venho comigo. — falou Ryan sem parar de caminhar.
A floresta estava um pouco clara, era dia de lua cheia.
— A lua está bela hoje não está? — perguntou Ryan.
— Sim, está. — falou Moly com medo de sua voz não sair de tanto nervoso que estava.
Caminharam mais um pouco e chegaram em uma parte da floresta que não tinha árvores, a luz da lua clareava tudo e tinha um pouco à frente um lago.
— Chegamos, venha. — falou Ryan se deitando na grama verde que tinha naquele espaço.
Moly deitou ao seu lado direito e ficou abraçada com ele, com aa mão em cima de sua barriga por um momento, depois ficou de barriga para cima.
— É uma imagem magnífica não é mesmo? — perguntou Ryan olhando para as estrelas.
— É. — falou Moly com o coração acalmado.
— Sabe? Eu fico vendo as estrelas aqui quase todos os dias de lua cheia. — falou Ryan.
— As estrelas são lindas. Sabia que elas fazem vários desenhos no céu? — perguntou Moly olhando nos olhos azuis de Ryan.
— É mesmo, eu também já prestei atenção nisso — falou Ryan. — Aquela parece ser um elefante, não parece? — perguntou Ryan apontando para um grupo de estrelas no céu.
— Parece que sim. — respondeu Moly.
— Antes de pedir para você dançar no baile comigo eu fiquei lhe observando por alguns instantes de longe. — falou Ryan.
— Para quê? — perguntou Moly olhando para as estrelas.
— Até eu não sei, quando eu ia entrando me deu vontade de ficar te olhando de longe. — falou Ryan olhando para Moly.
Os dois estavam deitados na grama grudadinhos.
— Sinto algo de diferente quando lhe vejo, quando chego perto de você, por que você ontem passou a aula todinha me olhando? — perguntou Moly.
— Você quer saber mesmo por quê? — perguntou Ryan franzindo a testa.
— Quero saber sim. — respondeu Moly.
— Porque eu queria fazer isso... — falou Ryan colocando a mão por de baixo da cabeça de Moly.
Ryan encostou levemente seus lábios frios nos lábios de Moly e se beijaram, o calor do corpo de Ryan estava ficando com a mesma temperatura do corpo de Moly, ele suspirava a cada segundo e o ar batia no nariz de Moly fazendo-a suspirar de amor. Moly estava amando aquele beijo, estava amando o corpo dele colado no seu. Por impulso ela tirou a camisa dele e viu o seu tórax perfeito, os músculos de sua barriga a fazia enlouquecer. Ryan abraçou Moly cada vez mais e o seu corpo desnudo brilhava à luz do luar. Moly queria mais, não queria só sentir o seu corpo quente, mas já era o bastante, isso já tinha chegado longe demais, não tinha conseguido se controlar. Moly o empurrou rapidamente.
— Não bastava você me dizer só o que queria fazer?! — falou Moly irritada, se levantou do chão e cuspiu na grama. — Não precisava praticar! — falou Moly, não sabia como teve coragem de falar tudo aquilo a ele.
Moly começou a caminhar pelo caminho que tinha vindo e Ryan começou a caminhar atrás dela.
— Por favor, não vá embora, por favor. — falou Ryan vestindo a camisa. A mais ou menos um metro de distância de Moly.
— Você não tinha o direito de me beijar! Você não tinha! — falou Moly mais irritada ainda.
— Foi por impulso, só isso, pare um pouco, vamos conversar. — pediu Ryan, mas Moly não parou de andar.
Quando saíram da floresta foram em direção ao carro.
— Vai me levar em casa? — perguntou Moly irritada.
— Levo sim. — respondeu Ryan destravando o alarme do carro.
— Por favor, não fale comigo. — pediu Moly gentilmente.
— Desculpa Moly, mas... eu sinto alguma coisa por você. — falou Ryan quando viu que Moly havia se acalmado mais um pouco.
No pescoço de Ryan tinha alguma coisa por trás do terno.
— O que tem no pescoço? — perguntou Moly curiosa.
— Um medalhão, dentro tem a minha foto quando eu era mais novo. — falou Ryan puxando o medalhão para fora do terno.
— Pode tirar do pescoço para eu vê-lo? — perguntou Moly.
— Me desculpe, mas eu não posso deixar você ver. — falou Ryan.
— Certo. — disse Moly.
— Desde quando eu lhe vi no recreio que eu sinto algo por você. — falou Ryan olhando Moly por instantes.
— Eu também sinto algo por você. — desabafou Moly. — Eu amo você.
— Eu também te amo, mas não fale a ninguém que lhe falei isso, ninguém pode saber. — falou Ryan.
Ryan parou o carro bem à frente da casa de Sophia.
— Tchau, até amanhã na aula. — falou Moly antes de sair do carro.
Ryan saiu e quando ela virou para a porta da casa de Ryan, Flity e Sophia estavam em pé a esperando.
— Como foi a noite? — perguntou Sophia.
— Foi boa.
— Vocês estavam namorando? — perguntou Flity sorridente.
— Claro que não, só estávamos vendo as estrelas. — respondeu. — Vamos dormir? Estou morrendo de sono. — falou Moly bocejando e entrando na casa de Sophia.
Todas entraram e foram dormir. Moly sabia que estava completamente e irresistivelmente apaixonada por Ryan, mas sabia que ter o amor dele iria ser muito complicado, quanto mais para ela que queria acabar com o seu mundo e se isso acontecesse ele iria ser destruído também. Moly não sabia quem era ele, não sabia o que tinha de tão precioso naquele medalhão para ele não deixa-la ver nem o tocar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário