domingo, 18 de dezembro de 2011


Prólogo
 Naquele dia na mansão dos Elbys as coisas estavam tudo dando erradas. A senhora Merly Elbys já não saia de dentro de casa há alguns anos, às vezes tinha que ficar em uma camisa de força, pois em algumas horas ela ficava completamente louca e dizia que via sombras ao seu redor e que falavam coisas terríveis.
O dia tinha sido cheio, muito cheio, para o senhor Dec Elbys. Era um milionário, não trabalhava em nada, pois tinha herdado uma fortuna de seus pais. O dia dele foi cheio porque a senhora Merly estava mil vezes pior que nos outros dias. Sua filha ainda era pequena, tinha apenas doze anos e quando sua mãe tinha esses ataques ela ficava bem longe com a empregada Anna Dones que trabalhava há anos na mansão dos Elbys.
Mesmo em uma camisa de força e com tudo que tinha, a Sra. Merly ainda dormia com seu marido no lado direito da cama. Já era tarde da noite quando o Sr. Dec chegou de carro da casa de um amigo que havia lhe convidado para apresentar-lhe a sua noiva. Seu carro era o mais atual e melhor da época, era preto, um preto bem escuro e bastante cintilante.
Ao entrar com o carro na garagem foi direto para a porta da frente de casa. Deparou-se com um silêncio nunca visto em sua casa. Subiu as escadas e foi até o quarto de sua filha para ver se já estava dormindo, ao ver que sim, foi até o seu e viu também que sua mulher já estava deitada no lado direito da cama.
— Oi amor, está melhor? — perguntou Dec se aproximando da cama.
Merly estava deitada de barriga para cima e os olhos estavam bem arregalados, não respondeu o que seu marido acabara de perguntar.
— Eu perguntei se você está melhor, amor. — Dec sussurrou se aproximando mais ainda, sentando ao seu lado da beirinha da cama.
— O que está acontecendo com você? Por que isso? Você não ver que está ficando cada vez pior? — questionou franzindo a testa.
Ouve um momento de silêncio.
— Por que você não escuta o que falo? — perguntou em um tom suave na voz, mas logo começou a engrossar — Eu não estou louca! — exclamou levantando-se da cama e se sentando.
— Se não está, demonstre. — falou o Sr. Elbys indo se deitar no seu outro lado da cama
— Fuja daqui! Vá para o mais longe que puder ir, escute o que digo! — gritou a Sra. Elbys com cara de choro.
— Está vendo? — debochou Dec — Você só fala coisas sem sentido algum!
— Se ficar vai morrer! Se ficar aqui eles vão vim lhe buscar e levaram a mim também! — exclamou a senhora Merly chorando.
Então como Dec não saiu do lugar a Sra. Merly começou a se balançar, a gritar e a se espernear.
— Você precisa sair daqui! — exclamou novamente fazendo uma nova tentativa.
Como não parava de se mexer, Dec se levantou, pegou um frasco cheio com um líquido e um pano, colocou um pouco do líquido no pano e segurou a cabeça de Merly colocando-a para respirar o líquido, na mesma hora caiu em um sono profundo que provavelmente só acordaria no outro dia.
Dec não deu ouvidos ao que Merly falou e então foi dormir. Meia noite quando estavam dormindo profundamente, uma ventania forte fez com que as janelas dos quartos se abrissem deixando entrar um vento forte e sombras negras, sombras que faziam medo a todos aqueles que a vissem. Elas eram gélidas e circularam o quarto. Foram em direção à cama do casal e com uma força súbita e sobrenatural os atravessaram pelo meio, os matando.
No outro dia a morte deles se espalhou por toda a cidade. Flity Elbys foi para a casa de uma tia mais próxima dela, o dinheiro ficou na posse da mesma. Aos seus treze anos foi colocada em um orfanato, pois sua tia não queria mais ela dentro de casa, só queria mesmo pegar toda a sua herança. A partir daí Flity se tornou uma jovem órfã e sem dinheiro, sua tia havia gastado tudo.

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