Prólogo
Naquele dia na mansão dos Elbys as
coisas estavam tudo dando erradas. A senhora Merly Elbys já não saia de dentro
de casa há alguns anos, às vezes tinha que ficar em uma camisa de força, pois em
algumas horas ela ficava completamente louca e dizia que via sombras ao seu
redor e que falavam coisas terríveis.
O dia tinha sido cheio, muito cheio,
para o senhor Dec Elbys. Era um milionário, não trabalhava em nada, pois tinha
herdado uma fortuna de seus pais. O dia dele foi cheio porque a senhora Merly
estava mil vezes pior que nos outros dias. Sua filha ainda era pequena, tinha
apenas doze anos e quando sua mãe tinha esses ataques ela ficava bem longe com
a empregada Anna Dones que trabalhava há anos na mansão dos Elbys.
Mesmo em uma camisa de força e com tudo
que tinha, a Sra. Merly ainda dormia com seu marido no lado direito da cama. Já
era tarde da noite quando o Sr. Dec chegou de carro da casa de um amigo que
havia lhe convidado para apresentar-lhe a sua noiva. Seu carro era o mais atual
e melhor da época, era preto, um preto bem escuro e bastante cintilante.
Ao entrar com o carro na garagem foi
direto para a porta da frente de casa. Deparou-se com um silêncio nunca visto
em sua casa. Subiu as escadas e foi até o quarto de sua filha para ver se já
estava dormindo, ao ver que sim, foi até o seu e viu também que sua mulher já
estava deitada no lado direito da cama.
— Oi amor, está melhor? — perguntou Dec
se aproximando da cama.
Merly estava deitada de barriga para cima
e os olhos estavam bem arregalados, não respondeu o que seu marido acabara de
perguntar.
— Eu perguntei se você está melhor,
amor. — Dec sussurrou se aproximando mais ainda, sentando ao seu lado da
beirinha da cama.
— O que está acontecendo com você? Por
que isso? Você não ver que está ficando cada vez pior? — questionou franzindo a
testa.
Ouve um momento de silêncio.
— Por que você não escuta o que falo? —
perguntou em um tom suave na voz, mas logo começou a engrossar — Eu não estou
louca! — exclamou levantando-se da cama e se sentando.
— Se não está, demonstre. — falou o Sr.
Elbys indo se deitar no seu outro lado da cama
— Fuja daqui! Vá para o mais longe que
puder ir, escute o que digo! — gritou a Sra. Elbys com cara de choro.
— Está vendo? — debochou Dec — Você só
fala coisas sem sentido algum!
— Se ficar vai morrer! Se ficar aqui
eles vão vim lhe buscar e levaram a mim também! — exclamou a senhora Merly
chorando.
Então como Dec não saiu do lugar a Sra.
Merly começou a se balançar, a gritar e a se espernear.
— Você precisa sair daqui! — exclamou
novamente fazendo uma nova tentativa.
Como não parava de se mexer, Dec se
levantou, pegou um frasco cheio com um líquido e um pano, colocou um pouco do
líquido no pano e segurou a cabeça de Merly colocando-a para respirar o
líquido, na mesma hora caiu em um sono profundo que provavelmente só acordaria
no outro dia.
Dec não deu ouvidos ao que Merly falou
e então foi dormir. Meia noite quando estavam dormindo profundamente, uma ventania
forte fez com que as janelas dos quartos se abrissem deixando entrar um vento
forte e sombras negras, sombras que faziam medo a todos aqueles que a vissem.
Elas eram gélidas e circularam o quarto. Foram em direção à cama do casal e com
uma força súbita e sobrenatural os atravessaram pelo meio, os matando.
No outro dia a morte deles se espalhou
por toda a cidade. Flity Elbys foi para a casa de uma tia mais próxima dela, o
dinheiro ficou na posse da mesma. Aos seus treze anos foi colocada em um
orfanato, pois sua tia não queria mais ela dentro de casa, só queria mesmo
pegar toda a sua herança. A partir daí Flity se tornou uma jovem órfã e sem
dinheiro, sua tia havia gastado tudo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário